Sei que estou velha, quando a minha sobrinha ao ouvir uma música qualquer no rádio, me pergunta: "Ó tia, no teu tempo também ouvias músicas como esta??"
No meu tempo... buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Oh pá. Já não basta os miúdos me tratarem por "Oh senhora", ainda tenho de levar com um "no teu tempo"??!!
Snif...snif... São 33 no calendário, mas espírito de 18, ok pIquena???!!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Porque rir faz bem
Hoje de manhã, eu e a S. enchemo-nos de coragem, demos a mão, caminhámos juntas, entrámos seguras e... lá estava ela a olhar para nós. Pronunciava umas quantas coisas que eram imperceptíveis. Não denunciámos o nosso receio. Avançámos para ela.
Pusemos a moeda na ranhura. E zás!
A temida balança lá nos informou aquilo que já desconfiávamos.
Ainda assim, tentámos a história do "a roupa também influencia no peso" e o "o salto destes sapatos pesa uns 2 kg".
Engordei quase 1 kg. Mea culpa. Enfardei D. Rodrigos, bebi toneladas de caipirinhas, ainda arranjei espaço para camiões de petiscos... Estava à espera de quê???
A S. está um bocadito pior... Porque tem seguido algumas restrições alimentares e ainda assim engordou 2,300 kg.
Ficou triste. Apreensiva. E só repetia: "Oh, estou tão gorda. Tão gorda. Gorda! Gorda!"
Eu queria animá-la. Mas também não estava muito contente comigo, por isso lá me saiu um: "Oh mulher, tu não estás gorda! Estás a arredondar pra Madeira! Sabes... aquela campanha do Continente??"
Resultou. Ela riu. Riu muito. Tanto que teve de ir à casa de banho a correr.
E eu? Eu estou em forma.
De balão, é certo. Mas em forma!!!!
Pusemos a moeda na ranhura. E zás!
A temida balança lá nos informou aquilo que já desconfiávamos.
Ainda assim, tentámos a história do "a roupa também influencia no peso" e o "o salto destes sapatos pesa uns 2 kg".
Engordei quase 1 kg. Mea culpa. Enfardei D. Rodrigos, bebi toneladas de caipirinhas, ainda arranjei espaço para camiões de petiscos... Estava à espera de quê???
A S. está um bocadito pior... Porque tem seguido algumas restrições alimentares e ainda assim engordou 2,300 kg.
Ficou triste. Apreensiva. E só repetia: "Oh, estou tão gorda. Tão gorda. Gorda! Gorda!"
Eu queria animá-la. Mas também não estava muito contente comigo, por isso lá me saiu um: "Oh mulher, tu não estás gorda! Estás a arredondar pra Madeira! Sabes... aquela campanha do Continente??"
Resultou. Ela riu. Riu muito. Tanto que teve de ir à casa de banho a correr.
E eu? Eu estou em forma.
De balão, é certo. Mas em forma!!!!
quinta-feira, 8 de abril de 2010
No reino do tudo me acontece
Então a manhã foi assim...
Chego ao trabalho, liga-me uma colega: "É pá, estou a caminho do Porto para a reunião. Deixei uns documentos importantérrimos numa pasta azul na casa do meu irmão. Já lhe liguei, podes ir ter a casa dele? E depois enviar-me isso por fax? Pleaseeeee! Ele até ia aí, mas é dia de ficar com o miúdo!"
Eu, que até me dou muito bem com a C. , acedi ao pedido.
E lá fui eu, papelinho com a morada na mão, a palmilhar a calçada lisboeta.
Não conhecia o irmão da C., nunca o tinha visto, mas retive a frase dela ao telefone "Olha, e não ligues ao meu irmão que ele é um bocado pro parvo!"
Toco à porta, vem uma senhora de meia idade abri-la. Pensei que fosse a mãe... Lá me expliquei, ela responde: "Sim, sim. Entre. O menino está a tomar banho, mas disse para a senhora entrar."
Entrei. A senhora insiste para que aguarde na sala. Sentada. (Repetiu a palavra sentada 3 vezes)
Lá estou eu entretida a observar a decoração (bem gira por sinal), e a roer-me de inveja de quem mora num daqueles prédios antigos de Lisboa, completamente reabilitados, com um pé direito de me tirar a respiração, quando surge uma criatura com cerca de 3 anos.
Primeira pergunta: Como te chamas?
Respondo.
Segunda pergunta: És amiga do papá?
Respondo com um mais ou menos.
Terceira pergunta: Mas és daquelas amigas que dormem cá?
Fiquei sem resposta.
Quarta pergunta: Queres brincar com os meus Gormitis?(ou algo parecido com isto).
Quero pois! (Pára lá de me fazer é perguntas estranhas, oh meia leca!)
E voilá, aparece-me o senhor, acabadinho de tomar banho. Cheiroso, bem vestido (estavam a pensar que ele vinha de toalhinha enrolada, não é???), sorriso encantador, giro pra caraças (mas mesmo, daqueles que até nos podem passar com um carro por cima, que nós só sabemos é suspirar)!
Fiz o meu ar profissional. Estendi a mão, ele agarrou-a e deu-me 2 beijos na cara.
Disse-lhe: "A sua irmã...."
Interrupção. Seguido de "tua, por favor. Quem brinca com os Gormitis do meu filho, já ganhou a minha confiança."
Sorriso amarelo (meu), a sentir-me uma Ally McBeal, com montes de cenários possíveis na minha cabeça.
Ele lá me deu os documentos. Agradeço. Despeço-me do moçoilo, sem salivar.
Olho para a meia leca e digo-lhe adeus.
Resposta da meia leca: Olha, fica cá! Podes ficar cá a dormir, como as outras?
Moçoilo: Então filho??? Isso não se diz.
Meia leca: Tu disseste pra não dizer à avó. A menina não é a avó!
Oh pá, tive de me rir!
O irmão da C. não é nada pro parvo, sabe fazê-las.
Mas o sobrinho da C... ganha ao pai, aos pontos!
Chego ao trabalho, liga-me uma colega: "É pá, estou a caminho do Porto para a reunião. Deixei uns documentos importantérrimos numa pasta azul na casa do meu irmão. Já lhe liguei, podes ir ter a casa dele? E depois enviar-me isso por fax? Pleaseeeee! Ele até ia aí, mas é dia de ficar com o miúdo!"
Eu, que até me dou muito bem com a C. , acedi ao pedido.
E lá fui eu, papelinho com a morada na mão, a palmilhar a calçada lisboeta.
Não conhecia o irmão da C., nunca o tinha visto, mas retive a frase dela ao telefone "Olha, e não ligues ao meu irmão que ele é um bocado pro parvo!"
Toco à porta, vem uma senhora de meia idade abri-la. Pensei que fosse a mãe... Lá me expliquei, ela responde: "Sim, sim. Entre. O menino está a tomar banho, mas disse para a senhora entrar."
Entrei. A senhora insiste para que aguarde na sala. Sentada. (Repetiu a palavra sentada 3 vezes)
Lá estou eu entretida a observar a decoração (bem gira por sinal), e a roer-me de inveja de quem mora num daqueles prédios antigos de Lisboa, completamente reabilitados, com um pé direito de me tirar a respiração, quando surge uma criatura com cerca de 3 anos.
Primeira pergunta: Como te chamas?
Respondo.
Segunda pergunta: És amiga do papá?
Respondo com um mais ou menos.
Terceira pergunta: Mas és daquelas amigas que dormem cá?
Fiquei sem resposta.
Quarta pergunta: Queres brincar com os meus Gormitis?(ou algo parecido com isto).
Quero pois! (Pára lá de me fazer é perguntas estranhas, oh meia leca!)
E voilá, aparece-me o senhor, acabadinho de tomar banho. Cheiroso, bem vestido (estavam a pensar que ele vinha de toalhinha enrolada, não é???), sorriso encantador, giro pra caraças (mas mesmo, daqueles que até nos podem passar com um carro por cima, que nós só sabemos é suspirar)!
Fiz o meu ar profissional. Estendi a mão, ele agarrou-a e deu-me 2 beijos na cara.
Disse-lhe: "A sua irmã...."
Interrupção. Seguido de "tua, por favor. Quem brinca com os Gormitis do meu filho, já ganhou a minha confiança."
Sorriso amarelo (meu), a sentir-me uma Ally McBeal, com montes de cenários possíveis na minha cabeça.
Ele lá me deu os documentos. Agradeço. Despeço-me do moçoilo, sem salivar.
Olho para a meia leca e digo-lhe adeus.
Resposta da meia leca: Olha, fica cá! Podes ficar cá a dormir, como as outras?
Moçoilo: Então filho??? Isso não se diz.
Meia leca: Tu disseste pra não dizer à avó. A menina não é a avó!
Oh pá, tive de me rir!
O irmão da C. não é nada pro parvo, sabe fazê-las.
Mas o sobrinho da C... ganha ao pai, aos pontos!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Mesmo bom
Hoje foi um daqueles dias bons. Tão bons que temos pena que acabe...
O trabalho de manhã foi produtivo, à tarde reunião no Parque das Nações, com direito a passar lá o resto da tarde com as amigas.
Foi beber água tónica com limão até rebentar!
Foi conversar na esplanada com sol a aquecer a alma.
Foi deslumbrar-me com a vista.
Foi tecer considerações sobre tudo o que passava à nossa frente (modelitos lindos inspirados nuns tais de Tokio Hotel).
Foi lembrar o passado.
Foi agradecer o presente.
De facto, não é preciso muito para ser feliz. Basta sentir equilíbrio na minha vida. Basta estas amigas malucas que adoro. Basta chegar a casa e encontrar o sorriso dele.
Basta ver bem que eu mais quero. Basta saúde. Basta sorrir.
E agora não me sai da cabeça uma música que passou umas 3 vezes na esplanada que eu e as moçolias elegemos como spa.
Esta!!!
That's not my name... lalalalala! That's not my name!!!
O trabalho de manhã foi produtivo, à tarde reunião no Parque das Nações, com direito a passar lá o resto da tarde com as amigas.
Foi beber água tónica com limão até rebentar!
Foi conversar na esplanada com sol a aquecer a alma.
Foi deslumbrar-me com a vista.
Foi tecer considerações sobre tudo o que passava à nossa frente (modelitos lindos inspirados nuns tais de Tokio Hotel).
Foi lembrar o passado.
Foi agradecer o presente.
De facto, não é preciso muito para ser feliz. Basta sentir equilíbrio na minha vida. Basta estas amigas malucas que adoro. Basta chegar a casa e encontrar o sorriso dele.
Basta ver bem que eu mais quero. Basta saúde. Basta sorrir.
E agora não me sai da cabeça uma música que passou umas 3 vezes na esplanada que eu e as moçolias elegemos como spa.
Esta!!!
That's not my name... lalalalala! That's not my name!!!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Bom feeling
Como diria a outra... I'm back and ready to go!!!
É pá, sou mestre na arte de não fazer nada. Papo para o ar, praia, sangria vs caipirinhas, horas na conversa, gargalhadas, luta de areia, petiscos à beira mar, longas caminhadas... sou imbatível! Cuidado aqui com a menina, upa, upa! A ciência devia estudar-me!
Bem, tontices à parte. Lá rumei ao Algarve (eu e toda a população portuguesa), e S. Pedro que esteve muito bem humorado, lá me brindou com uns dias de sol.
Andei a saltitar entre Portimão, Vilamoura, Albufeira, Mértola e Aljustrel... Eu bem digo que tenho alma cigana.
E foi muito bom.
Namorei, amizei (eu sei que esta palavra não existe), passeei... mas acima de tudo, tive tempo. Tempo para mim, para os outros, sem pressas, sem relógios, sem telemóveis...
E vocês???
Baterias carregadas?? Assim para uns bons 4 dias???
É pá, sou mestre na arte de não fazer nada. Papo para o ar, praia, sangria vs caipirinhas, horas na conversa, gargalhadas, luta de areia, petiscos à beira mar, longas caminhadas... sou imbatível! Cuidado aqui com a menina, upa, upa! A ciência devia estudar-me!
Bem, tontices à parte. Lá rumei ao Algarve (eu e toda a população portuguesa), e S. Pedro que esteve muito bem humorado, lá me brindou com uns dias de sol.
Andei a saltitar entre Portimão, Vilamoura, Albufeira, Mértola e Aljustrel... Eu bem digo que tenho alma cigana.
E foi muito bom.
Namorei, amizei (eu sei que esta palavra não existe), passeei... mas acima de tudo, tive tempo. Tempo para mim, para os outros, sem pressas, sem relógios, sem telemóveis...
E vocês???
Baterias carregadas?? Assim para uns bons 4 dias???
quarta-feira, 31 de março de 2010
Rumo ao sul
Reforçando a minha alma cigana, rumo para sul.
Venham de lá as amêndoas da páscoa, as sangrias na praia e o pé na areia!
Vão ser 5 dias de um dolce fare niente.
Boa Páscoa para todos!
Venham de lá as amêndoas da páscoa, as sangrias na praia e o pé na areia!
Vão ser 5 dias de um dolce fare niente.
Boa Páscoa para todos!
terça-feira, 30 de março de 2010
Convidadas
A minha colega que vai casar, organizou ontem uma coisa engraçada.
Fez um jantar para o qual convidou as moçoilas que vão ao casório. Isto porque a maior parte de nós não se conhecia, e para tentar evitar aquela coisa manhosa dos grupos, ela lá achou melhor confraternizarmos todas, muito antes da temida despedida de solteira.
E foi giro. Muito giro. Vários estilos, várias personalidades, várias cores, vários sentidos de humor.
Eu optei pelo estilo observadora. E vi e ouvi coisas de bradar aos céus!
Mas... o momento da noite.
Uma moçoila de ar alternativo, namorada de um amigo do noivo, lá se confessava pela dificuldade de cumprir horários. E justificou-se: "Que querem, sempre vivi a roda dos turnos. Mãe médica, pai médico, irmão médico...hã que família..."
Diz a loira a precisar de retocar as raízes: "Claro que tu também és médica!"
Responde a moça alternativa: "Claro que não. Sou adoptada. Sou designer gráfica. Mas ainda é algo que me incomoda."
A loira: "Oh desculpa. Mas quer dizer, família é família... não interessa mais nada a não ser os afectos."
Responde a moçoila: "Não pá, estou a falar do incómodo por não ter seguido belas-artes. Mas um dia vou conseguir!"
Juro-vos que me desmanchei a rir, durante uns 5 minutos!! Se pudesse ter filmado a cara das restantes convidadas... só visto.
Claro que a miúda de ar alternativo me acompanhou no riso, com direito a um piscar de olho.
Acho que nos vamos dar bem.
Estou a rezar aos santinhos para ficarmos na mesma mesa.
E foi giro. Muito giro. Vários estilos, várias personalidades, várias cores, vários sentidos de humor.
Eu optei pelo estilo observadora. E vi e ouvi coisas de bradar aos céus!
Mas... o momento da noite.
Uma moçoila de ar alternativo, namorada de um amigo do noivo, lá se confessava pela dificuldade de cumprir horários. E justificou-se: "Que querem, sempre vivi a roda dos turnos. Mãe médica, pai médico, irmão médico...hã que família..."
Diz a loira a precisar de retocar as raízes: "Claro que tu também és médica!"
Responde a moça alternativa: "Claro que não. Sou adoptada. Sou designer gráfica. Mas ainda é algo que me incomoda."
A loira: "Oh desculpa. Mas quer dizer, família é família... não interessa mais nada a não ser os afectos."
Responde a moçoila: "Não pá, estou a falar do incómodo por não ter seguido belas-artes. Mas um dia vou conseguir!"
Juro-vos que me desmanchei a rir, durante uns 5 minutos!! Se pudesse ter filmado a cara das restantes convidadas... só visto.
Claro que a miúda de ar alternativo me acompanhou no riso, com direito a um piscar de olho.
Acho que nos vamos dar bem.
Estou a rezar aos santinhos para ficarmos na mesma mesa.
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