Hoje o meu adorado amigo D. faria 36 anos!
Não passa um único dia que não me lembre dele. Do seu look desajeitado, das piadas tipo flecha, do sorriso, do olhar...
A morte do D. teve um efeito devastador na minha vida. Foi o primeiro amigo que perdi. Foi a primeira vez que tive aquela sensação de impotência, de perceber que não controlamos o destino, e que tudo acaba num segundo.
Conheci o D. uns tempos antes da faculdade.
Conhecemo-nos numa conferência chatérrima, daquelas que ao fim de 10 minutos de estarmos sentados, as cadeiras desenvolvem agulhas que nos picam estrategicamente no rabiosque e na zona dos rins.
Ele estava ao meu lado, e ouviu o meu: "Não aguento mais."
Olhou para mim e disse: " Se tu saíres, eu saio contigo."
Levantámo-nos, caminhámos para a porta. Tentámos fazer o look homem invisível, que quase resultou, quase. Isto porque o D. ao abrir a porta para me dar passagem como um verdadeiro cavalheiro, deixa escapar a porta que bateu de forma tão violenta que TODA a sala parou e se virou para a saída... onde estava o D. super vermelho e eu morta de riso.
Foi ele quem me puxou para sair dali... Percebi logo naquele instante, que ele era um tipo dado ao disparate... daqueles que atraem tudo o que é embaraçoso.
Desde esse dia que fomos inseparáveis. Amigos, companheiros, cúmplices... sei lá.
No dia em que me comunicou que estava doente, muito doente, reagi com ânimo. Prometi-lhe que juntos iríamos vencer aquela batalha, garanti-lhe que era possível, não admiti que duvidasse da minha certeza.
Foi um processo penoso. A quimioterapia debilitou-o. Era um D. apreensivo e sofrido que estava perante mim. Nem por 1 segundo saí do seu lado.
Lembro-me das partidas que lhe pregava...
Lembro-me de me pedir para lhe comprar umas revistas para ir lendo enquanto fazia o tratamento... Comprava-lhe revistas pornográficas, daquelas nojentas. Entregava-as à enfermeira e pedia-lhe para as deixar junto ao D., justificava sempre com um: " Não me sinto nada bem em fazer isto, mas ele diz que é a única coisa que ainda o deixa animado...". A enfermeira fazia sempre um ar de descrédito, e cada vez que lhe deixava as revistas no colo, o olhar dela exclamava: " ÉS UM TARADO!"
Lembro-me de lhe trocar os cd's no seu leitor... Smashing Pumpkins passou a ser Broa de Mel e Trio Odemira. Quando ralhava comigo, eu respondia que estava na hora de ele deixar de ser elitista.
Lembro-me de parar o carro porque ele se sentia mal disposto, e quando o polícia me questionou o que se passava com ele, ter respondido que ele além de gay, tinha uma gravidez histérica.
Quando relembro isto, é um misto de sentimentos... De riso, de saudade, de tristeza, de gratidão por ter vivido tudo isto.
Parabéns D.! Hoje é o teu dia.
Aposto que por aí vai haver uma festarola do caraças!
Mais ou menos igual aquela que me vais fazer, no dia em que nos reencontrarmos.
Vou ter tanta coisa para te contar!
quinta-feira, 11 de março de 2010
Não sei
Não sei no que consiste o Farmville, nem o Mafia não sei quê, nem o Café do não sei quantos.
E sou feliz!
Pasmem-se!
E sou feliz!
Pasmem-se!
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Crueldade
Ainda não sou mãe, mas ontem ao ver a reportagem da Judite de Sousa sobre aquelas duas mães que perderam os filhos, emocionei-me.
Aquela senhora de ar muito simples, que viu a escola roubar-lhe o seu filho, deixou-me angustiada.
No meu tempo também havia bullying, mas acho que não se comparava com a crueldade de hoje.
Imagino o que aquela criança teve de suportar... ao ponto de preferir terminar com a própria vida, do que continuar na escola.
Vêm agora responsabilizar os pais, por não terem denunciado o caso logo quando se aperceberam das primeiras agressões.
MAS ESTÁ TUDO DOIDO????
A mãe denunciou a situação ao director da escola. A maioria dos abusos foram dentro do recinto escolar. Caramba, quando uma mãe deixa um filho na escola, deixa com a convicção que ele estará seguro.
Onde estão os auxiliares, os professores, os psicólogos, os orientadores, os directores??
E como é possível agora tentar sacudir a água do capote e transferir culpabilidade para o lado da família...
Ai Sócrates, venham de lá as avaliações rigorosas a esta gente. São eles que guardam o bem mais precioso deste país... os nossos filhos.
Exijo responsabilidade.
Exijo competência.
Exijo segurança.
Exijo proximidade.
E não, não me estou a esquecer do papel dos pais neste processo. O papel de educar no sentido mais amplo do termo. Transmitir-lhe valores, códigos morais.
Exactamente como a mãe daquele menino fez...
Aquela senhora de ar muito simples, que viu a escola roubar-lhe o seu filho, deixou-me angustiada.
No meu tempo também havia bullying, mas acho que não se comparava com a crueldade de hoje.
Imagino o que aquela criança teve de suportar... ao ponto de preferir terminar com a própria vida, do que continuar na escola.
Vêm agora responsabilizar os pais, por não terem denunciado o caso logo quando se aperceberam das primeiras agressões.
MAS ESTÁ TUDO DOIDO????
A mãe denunciou a situação ao director da escola. A maioria dos abusos foram dentro do recinto escolar. Caramba, quando uma mãe deixa um filho na escola, deixa com a convicção que ele estará seguro.
Onde estão os auxiliares, os professores, os psicólogos, os orientadores, os directores??
E como é possível agora tentar sacudir a água do capote e transferir culpabilidade para o lado da família...
Ai Sócrates, venham de lá as avaliações rigorosas a esta gente. São eles que guardam o bem mais precioso deste país... os nossos filhos.
Exijo responsabilidade.
Exijo competência.
Exijo segurança.
Exijo proximidade.
E não, não me estou a esquecer do papel dos pais neste processo. O papel de educar no sentido mais amplo do termo. Transmitir-lhe valores, códigos morais.
Exactamente como a mãe daquele menino fez...
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mulher. Woman. Femme. Mujer. Donna. Frau
Hoje é o nosso dia. Com M grande. De Mulher.
Feliz dia, minhas queridas!
E para os chatos que se queixam que também devia haver dia do gajo, e que mais não sei o quê... Deixem lá de usar argumentos sustentados pela discriminação. A celebração de hoje é uma discriminação positiva. Sim, porque também as há.
E já agora, deixo-vos com esta reflexão...
"Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes"
Khalil Gibran
Feliz dia, minhas queridas!
E para os chatos que se queixam que também devia haver dia do gajo, e que mais não sei o quê... Deixem lá de usar argumentos sustentados pela discriminação. A celebração de hoje é uma discriminação positiva. Sim, porque também as há.
E já agora, deixo-vos com esta reflexão...
"Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes"
Khalil Gibran
sexta-feira, 5 de março de 2010
Thanks
Teorias masculinas
Diz ele com ar de entendido: "Não há nenhum homem que não goste de cerejas, nem nenhuma mulher que não seja doida por sapatos."
Conhecem algum gajo que deteste cerejas??
Os sapatos... mea culpa! Gosto. Tenho resmas deles (sapatos, botas, sandálias, etc).
Alguma de vós consegue passar ao lado de uns sapatos giros?
Quero dar cabo da teoria do gajo!
Conhecem algum gajo que deteste cerejas??
Os sapatos... mea culpa! Gosto. Tenho resmas deles (sapatos, botas, sandálias, etc).
Alguma de vós consegue passar ao lado de uns sapatos giros?
Quero dar cabo da teoria do gajo!
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